sábado, 24 de setembro de 2016

Victoria, de Sebastian Schipper


Na história do cinema não é novidade um filme ser rodado em apenas um take. 
Recentemente, Biutiful de Alejandro Iñarritu não foi filmado num só take mas foi editado criando essa ilusão. Sebastian Schipper vai mais longe e filma as 2 horas de Victoria em apenas um take. Claro que isto não é novidade na história do cinema, A Arca Russa, de Aleksandr Sokurov (2002), foi filmado assim. Clássicos como Goodfellas (Scorsese), Shining (Stanley Kubrick) ou The Rope (Hitchcock) têm longos e extraordinários takes e o mesmo já foi experimentado em séries de TV, como é o caso de True Detective, no 4º episódio da 1ª temporada, filmado por Cary Joji Fukunaga. 

E é por isso que este Victoria é um projecto ambicioso, com Sebastian Schipper a pegar num argumento de apenas 12 páginas, co-escrito por ele e outros dois comparsas. 

Victoria (Laia Costa) é uma jovem trabalhadora-estudante espanhola que está a aproveitar as ultimas horas da madrugada a dançar numa discoteca de Berlim, onde vive há algum tempo. Com o amanhecer a aproximar-se ela sai da discoteca para ir descansar um pouco, antes de abrir o café onde trabalha. E é cá fora que ela encontra um grupo de amigos, Sonne (Frederick Lau), Boxer (Franz Rogowski), Blinker (Burak Yigit) e Fuss (Max Mauff). Victoria identifica-se logo com eles, acha-lhes piada e decide passar algum tempo com o grupo a beber, fumar e conversar. Só que uma chamada recebida por Boxer vai alterar o rumo dos acontecimentos. E não é para melhor. 
De inicio somos levados a temer pela segurança de Victoria, a rapariga estrangeira metida no meio de um grupo de alemães com intensões duvidosas. Mas depois começamos a perceber que um deles, Sonne gosta mesmo da rapariga e começamos a ficar um pouco mais confortáveis no filme até ao início das incidências que dão uma reviravolta à madrugada deste grupo que só se queria divertir. Uma agradável surpresa, que descobri por acaso e que até venceu alguns prémios importantes em Festivais de Cinema, incluindo o de Berlim.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

The Night Of


Há séries do caraças e The Night Of é uma delas.
Criada e realizada (a maior parte dos 8 episódios) por Steven Zaillian, argumentista de A Lista de Schindler, entre outras coisas, para a HBO.

Quando quer uma noite de farra com os amigos, Nasir rouba o taxi do pai mas perde-se pela cidade de Nova Iorque. Uma bela rapariga entra-lhe pelo taxi e pede que a leve à praia. Deslumbrado com a beleza da moça, Naz esquece a festa com os amigos e leva-a onde ela quer. Sendo que estala uma quimica entre ambos e o próxima etapa é o apartamento dela. Depois de algumas (muitas) drogas, álcool e jogos mais ou menos perigosos os dois acabam na cama. Na cena seguinte vemos Naz acordar sentado numa cadeira, na cozinha e dirige-se ao quarto para se despedir da rapariga. E é aí que repara que ela está toda esfaqueada e no meio do pânico foge do local do crime levando a faca com que tinham estado a "brincar".

O que se segue é uma história processual com este jovem paquistanês a ver a sua vida ser completamente alterada por aquele acontecimento.

Em The Nigt of é tudo tão bom que quase sinto que é injusto só referir John Turturro (aquele que se oferece para ser advogado de Naz). Riz Ahmed, que faz o papel de Nasir também está à altura e na prisão vai encontrar o grande Michael Kenneth Williams que o vai ajudar a sobreviver naquele perigoso mundo. E ainda há o detective Box (excelente Bill Camp) e a irritante advogada de acusação (Jeannie Berlin).

São apenas 8 episódios mas sempre em a crescer a nível de qualidade.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Stranger Things

Stranger Things é das melhores coisas que se fizeram para TV nos últimos tempos. 

Uma carta de amor aos anos 80, não só porque se passa nessa década do séc. XX mas principalmente pelas inúmeras referências que por lá andam nos oito episódios. Se falarmos em filmes recentes, Stranger Things podia ser Super 8 passado para televisão. Sendo que Super 8 já era uma homenagem a alguns filmes produzidos ou realizados por Steven Spielberg durante a década de 80. 

Passado em 1983 na pequena localidade de Hawkins, Indiana acompanhamos 4 amigos, Mike, Lucas, Dustin e Will, durante uma jogatana de Dungeons & Dragons em casa de um deles. Depois de terminado o jogo Will, durante o trajecto para casa desaparece misteriosamente. Enquanto muitos pensam que está morto, a mãe, os 3 amigos e uma rapariga estranha, que entretanto aparece tentam encontrá-lo. 
As referências aos 80’s começam logo com os excelentes créditos iniciais acompanhados por uma música à John Carpenter (pelos S U R V I V E). Como não podia deixar de ser a marca que Steven Spielberg deixou durante aquela década faz-se notar. E.T. (os amigos, a fuga nas bicicletas, Eleven, a menina com poderes especiais que também vive escondida em casa de um deles, como o Extraterrestre em casa de Elliot) ou Encontros Imediatos do 3º Grau (a obsessão da mãe de Will ou Goonies (novamente a amizade). Também nos lembramos de Stephen King, dos filmes de monstros e de Stand by Me. As referências tornam-se mais evidentes nos posters nas paredes do quarto de algumas personagens juvenis (JAWS, The Thing, por exemplo). 
Outro dos pontos fortes da série é o seu elenco. Principalmente o elenco juvenil, liderados pela excelente Millie Bobby Brown na pele de Eleven, uma rapariga que passou sua infância a servir de cobaia para a maléfica organização que está instalada nas redondezas da cidade. Matthew Modine (actor que teve o seu momento alto nos anos 80) está medonho como o líder dessa organização e Winona Ryder é a mãe de Will e cumpre no papel que desempenha, mas o destaque nos adultos vai para David Harbour no papel do xerife local. 
Os irmãos Matt e Ross Duffer criaram uma das melhores séries de 2016, uma viagem no tempo a uma época que me diz muito e onde até a banda sonora recorda aqueles tempos: Joy Division, New Order, Echo & the Bunnymen, The Clash, Peter Gabriel, entre outros.

Eu que tinha a idade destes putos em 1983 adorei. Senti-me em casa e revi-me em cada um deles, em cada tijolo Panasonic, ou gira-discos, ou filmes, ou aventuras que vivemos naquela altura.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Banshee

Não sabia o que era Banshee até há pouco mais de uma semana e assim que lhe peguei só consegui parar porque já não havia mais episódios para ver.
Um homem é libertado ao fim de 15 anos de prisão devido a um roubo de diamantes que correu mal. Ao sair da prisão é perseguido pela máfia ucraniana, a mando do seu chefe, Mr. Rabbit. Depois de descobrir onde está a sua ex-namorada Anastasia (filha de Rabbit), este desconhecido dirige-se para a pequena localidade de Banshee, na Pensilvania, onde Anastasia vive agora sob o pseudónimo de Carrie Hopewell e está casada com um procurador público local.
Entretanto chega à cidade um novo xerife, Lucas Hood que se irá apresentar no dia seguinte.  Só que este é morto por dois rufias locais e o nosso John Doe assume a sua identidade e começa assim a sua saga como xerife de Banshee, tendo como principal inimigo um ex-Amish Kai Proctor, o senhor do crime da região, enquanto tenta recuperar a sua parte dos diamantes roubados e fugir a Mr. Rabbit que o quer morto a todo e qualquer custo.

São 4 temporadas de 10 episódios (a última tem apenas 8), de uma série criada por Jonathan Tropper e David Schickler, e que conta ainda com a presença como produtor executivo de Alan Ball (Six Feet Under e True Blood).
Muita acção, muito suspense e personagens do melhor (Job, Kai Proctor ou o sinistro Clay Burton são exemplo disso).

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Peaky Blinders - 3ª temporada



À 3ª temporada Peaky Blinders, série criada por Steven Knight, continua a dar cartas e a ser uma das melhores séries desde que estreou em 2013. Desde a criação, à realização, ao argumento, à interpretação, tudo ali é bom, muito muito bom. E para ajudar tem uma excelente banda sonora que ainda melhora nesta temporada de 2016 com nomes como Nick Cave, PJ Harvey, Arctic Monkeys, The Last Shadow Puppets, Radiohead, The Kills ou David Bowie (Lazarus assenta ali que nem uma luva, numa altura em que Thomas parece pedir ajuda devido ao estado em que o deixaram)!

2 anos se passaram desde os acontecimentos da 2ª temporada e agora Thomas vive num casarão e prepara-se para casar com Grace. Só que os negócios da família, apesar dos apelos da futura esposa, estão sempre primeiro e os Peaky Blinders vêem-se metidos no meio de uma perigosa intriga internacional, com aristocratas russos e os maçons lá do sítio, representados por um pérfido padre, metidos ao barulho. Pelo meio Thomas Shelby vai recorrer à ajuda do gangster judeu-ortodoxo, brilhantemente interpretado por Tom Hardy. Eles que têm uma das cenas mais intensas desta 3ª temporada.

Uma série com a chancela BBC que devia ser obrigatório constar das listas de todos os amantes de séries.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Bloodline - 2ª temporada


*Contém spoilers para quem não viu a 1ª temporada*

Depois de uma excelente 1ª temporada acho que muita gente (eu incluído) não acreditaria que a 2ª fosse melhor. Ainda por cima com a morte da personagem mais carismática, prevendo-se que Ben Mandelsohn já não tivesse o papel preponderante que teve na 1ª parte.
Mas não se verificou nada disso. A 2ª temporada consegue ser tão boa ou melhor e Danny Rayburn está presente em quase todos os episódios para infernizar a vida do irmão John.
Já sabíamos que na familiar Rayburn não há inocentes, agora ainda ficamos a conhecer mais podres, numa série onde não há bons nem maus. Há pessoas, como muitas outras, com muitos defeitos e algumas virtudes e ficamos com a sensação de que aquele que julgávamos vilão é afinal a vitima. John pensa que tem tudo controlado, Meg continua a tapar os buracos, Kevin o mesmo burro de sempre e a mãe que aparenta aquele ar bonzinho mas teve parte no mal que lhes aconteceu no passado. 
Tudo isto representado por uma trupe de grandes actores, onde está Sissy Spacek, que continua a brilhar tanto ou mais que outros. E depois há aqueles actores que passam despercebidos no cinema mas que encontram uma série na qual podem explorar todo o talento que tinham escondido, como é o caso de Kyle Chandler.

sábado, 4 de junho de 2016

You Can't Win Charlie Brown - Above the Wall

Os portugueses You Can't Win Charlie Brown estão de regresso com um novo tema que serve de rampa de lançamento para o 3º disco da banda.
O sucessor de Diffraction/Refrection chamar-se-à Marrow e este é o tema que o apresenta:

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Deadpool, de Tim Miller


Depois do fiasco que foi a aparição de Deadpool no filme “X-Men Origens: Wolverine, também um fiasco dos grandes, temia-se o pior para a personagem. Por isso optou-se por não fazer um filme de super-heróis convencional mas antes uma sátira. 
E tudo começa logo pelos brilhantes créditos iniciais a gozar com tudo e com todos, desde protagonistas a direcção técnica, a mostrar logo ao que vinha. 
Antes de ser Deadpool, Wade Wilson (Ryan Raynolds) era um ex-militar das forças especiais do exército que agora faz uns biscates como uma espécie de “mercenário do bem”, encontra a mulher (a brasileira Morena Baccarin) com quem quer passar o resto dos dias, só não sabia é que esses dias iam ser curtos pois é-lhe diagnosticado um cancro. Só que não querendo sucumbir a tamanha fatalidade ele sujeita-se a uns testes que o vão deixar desfigurado, com poderes invencíveis e capacidade de se regenerar. É então que aproveitando essas capacidades ele assume a identidade deste anti-herói. 

Ryan Raynolds que até aqui não tinha feito nada de jeito parece ter nascido para ser Deadpool. Ele até goza consigo próprio e exorciza os fantasmas da sua carreira ao encontrar aquilo para o que nasceu: ser Deadpool. O resto do elenco está igualmente bem, com personagens de carne e osso a fazerem jus às da BD e a estreia na realização de Tim Miller, que é um habitué nos efeitos especiais, é competente. 
Deadpool é um belo entretenimento que acelera desde o primeiro minuto e não tem pejo e dar-nos cenas de extrema violência, com membros decepados ou cenas de nudez completa, tudo carregado com grandes doses de humor. 
 Um dos melhores filmes que vi este ano.

Wolf Parade, o regresso


10 anos depois de EXPO 86 os Wolf Parade de Dan Boeckner e Spencer Krug estão de volta com um novo EP. Após EXPO 86 a banda fez uma pausa para alguns dos seus membros se dedicaram a outros projectos. Dan Boeckner, por exemplo fez discos como Handsome Furs, com a sua ex-mulher Alexei Perry e como Divine Fits, com Britt Daniel dos Spoon e Krug esteve activo com os Moonface.
Regressam agora com o 4º EP da banda que apresentaram recentemente no The Late Show de Stephen Colbert.

Para ouvir e ver aqui

quarta-feira, 18 de maio de 2016

The New Apollos


Banda nova surgida em NY City, formada pelo produtor Neill MacCallum, que tem trabalhado com nomes mais ou menos conhecidos da cena musical norte-americana como The Lumineers ou Cage The Elephant. 
Este é o primeiro single da banda que ainda é composta por Karen Walker (piano e voz); Gregoy Morgan (bateria) e Isobel Ward (baixo).O álbum sai dia 30.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Radiohead: Daydreaming e data do álbum


Poucos dias depois de ficarmos a conhecer o tema que apresentava o 9º álbum dos Radiohead eis que eles lançam mais uma música, acompanhada pelo respectivo video. E esse é realizado por, nada mais, nada menos que Paul Thomas Anderson.
Som e imagem conjugam na perfeição e atingem o brilhantismo. 
Mas isto sou eu, que em relação a Radiohead sou completamente suspeito.
Com Daydreaming veio o anuncio da data de lançamento (em formato digital) do sucessor de The King of Limbs: é já no próximo Domingo.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Radiohead - Burn the Witch

Depois de terem apagado tudo o que tinham nas redes sociais e deixarem o site oficial em branco, sabia-se que os Radiohead tinham uma surpresa na manga e essa teria de ter a ver com o novo disco. 
Passados poucos dias aqui está o primeiro avanço para o novo álbum. 
Chama-se Burn the Witch e vem acompanhado por um vídeo maravilhoso que é inspirado num clássico do terror de 1973, The Wicker Man
O som é Radiohead no seu melhor.

sábado, 23 de abril de 2016

The Hateful Eight, de Quentin Tarantino




Poucos anos após a Guerra da Secessão, uma diligência avança a toda a velocidade pela infernal paisagem do Wyoming. Lá dentro vão, o caçador de recompensas John Ruth (Kurt Russel) e a fugitiva Daisy Domergue (Jenniffer Jason Leigh). O objectivo é chegarem rapidamente a Red Rock, onde Ruth entregará Domergue às autoridades e assim receber a recompensa. Pelo caminho encontram dois desconhecidos: o major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e Chris Mannix (Walton Goggins) um sulista renegado que afirma ser o novo xerife de Red Rock. Com a chegada de um forte nevão os 4 refugiam-se na estalagem de Minnie, porém não é Minnie que está para os receber mas sim outros 4 rostos desconhecidos. Bob (Demián Bichir) que toma conta da estalagem na ausência de Minnie, Oswaldo Mobray (Tim Roth), o carrasco de Red Rock, o cowboy Joe Gage (Michael Madsen) e o general confederado Sanford Smithers (Bruce Dern). Com o agravar da tempestade eles começam a perceber que não vão sair dali tão cedo e aproveitam para descobrir os segredos de cada um… 

Como qualquer filme de Quentin Tarantino, The Hateful Eight tem cenas de extrema violência, muito sangue a jorrar e diálogos geniais, com a acção a passar-se quase totalmente no mesmo espaço, como já tinha acontecido em Cães Danados, a primeira longa-metragem de Tarantino, com os níveis de tensão entre personagens ainda mais sofisticados. Fiquei fascinado com todas as interpretações, sendo que as mais sobressaem são as de L. Jackson, Walton Goggins e uma Jenniffer Jason Leigh como nunca a tínhamos visto, de longe o seu melhor desempenho no cinema. 

The Hateful Eight foi totalmente filmado em 70 mm, pelicula que confere uma maior riqueza a nível de nitidez e detalhes. A banda sonora ficou a cargo do genial Ennio Morricone (quem não se lembra da BSO de Era Uma Vez na América?), que acabaria por conseguir o único Oscar para o filme. 

The Hateful Eight é Tarantino vintage e é de visualização obrigatória.

NOTA: 9/10

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Outsiders


Terminou a primeira temporada de Outsiders. 
Já tinha dito aqui que era uma série do caraças. Feios, porcos e maus, um pouco ao nível de Sons of Anarchy. 
Um clã vive nas montanhas Appalachia desde sempre e recusam-se a sair de lá. Não usam dinheiro e produzem as suas próprias coisas. Um deles esteve 10 anos no meio da civilização mas voltou. Civilização essa que não os aceita mas tem medo deles. Até ao dia que chega à região uma empresa que quer extrair riqueza daquelas montanhas e para isso tem de os correr de lá. Só que os Farrel não saem. Nem a bem, nem a mal. E os problemas começam. Como se não bastasse ainda há as guerras internas pela liderança do clã, com o novo líder a usar de todos os métodos para se manter no poder e uma pequena facção que está contra esses métodos e não o considera um líder à altura.

Entre os principais actores encontramos David Morse (grande papelaço), Ryan Hurst (o Opie de Sons of Anarchy), Joe Anderson (da série Hannibal) e Thomas M. Wright (das séries The Bridge e Top of the Lake). 

Grande primeira temporada.

Season Finale

Fim de temporada de duas das melhores séries do momento. Better Call Saul terminou a 2ª temporada e Vinyl viu chegar ao fim a temporada de estreia.


Better Call Saul, que é spin-off de Breaking Bad, pois recupera uma das personagens mais marcantes dessa série, o advogado sem escrúpulos Saul Goodman, que para já ainda mantém o nome de nascimento Jimmy McGill. Se Saul e Mike já tinha sido grandes personagens em Breaking Bad, aqui são muito mais espremidas e a natureza das mesmas ainda se torna mais marcante. 
Nesta segunda temporada vemos Jimmy e Kim Wexler a tentarem das os primeiros passos com a sua própria firma de advogados, com o irmão Chuck a fazer com que Jimmy não tenha sucesso, enquanto Mike tem de lidar com o lider do cartel de Juarez, Hector Salamanca (outra das personagens importantes de Breakinga Bad).


Vinyl acompanha a cena musical nova iorquina dos anos 70 e é produzida por Martin Scorsese e Mick Jagger. Nela seguimos os passos de Richie Finestra como executivo de uma editora discográfica que procura ter sucesso conseguindo os melhores nomes da altura e descobrindo bandas novas. 
Vinyl é um 'must see' para quem gosta de música, para quem gosta de séries e para quem é seguidor do trabalho de Martin Scorsese. Uma destas condições basta para pegar na série, se forem as três então estamos perante um orgasmo televisivo.

terça-feira, 19 de abril de 2016

The Temper Trap estão de volta

Depois de terem surpreendido com o disco de estreia, Conditions (2009) que tinha temas como 'Sweet Desposition', 'Fader' ou 'Love Lost', os Temper Trap regressaram em 2012 com um disco homónimo bastante inferior.
Quatro ano depois estão de volta. O álbum sai em Junho e este 'Fall Together' é um dos temas. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Room, de Lenny Abrahamson


Um dos textos mais conhecidos de Platão é a Alegoria da Caverna. Nele dois homens viraram sempre acorrentados numa caverna, e passam os dias a olhar para uma parede no fundo da caverna. Nessa parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Um dia um deles consegue fugir e fica fascinado com o mundo real, volta para contar ao companheiro e para o libertar mas este não acredita e prefere ver o mundo como sempre o imaginou. 
Neste filme passa-se algo idêntico. Jack sempre viveu confinado a um quarto com a sua mãe, que foi raptada quando tinha apenas 17 anos e aprisionada na quele pequeno espaço. O mundo para Jack está dentro daquelas 4 paredes, é a cama, o lavatório, a retrete, o frigorífico e o céu que observa através de uma pequena abertura. Quando Jack faz 5 anos a mãe decide que é altura de tentarem a fuga e começa a explicar ao filho que há um mundo imenso por explorar fora daquelas 4 paredes. Jack consegue escapar e a sua fuga também ajuda a que a mãe seja resgatada. 
E a partir deste momento temos a sensação de que entramos num outro filme. Se a primeira parte se centra naquele pequeno espaço e na intimidade e cumplicidade entre mãe e filho, com cenas de alguma tensão num ambiente claustrofóbico, a partir daqui acompanhamos a forma como ambos vão lidar com este novo mundo e esta parte não tem tanta intensidade como a primeira aproximando-se mais do registo lamechas a tentar puxar uma lágrima do espectador. 
Room estava nomeado para 4 Oscars da Academia, acabando por Brie Larson receber a estatueta de Melhor Actriz no papel de Joy, a mãe. Jacob Tremblay, agora com 10 anos, também está excelente como Jack, num filme que conta ainda com interpretações de William H. Macy e Joan Allen como os pais de Joy e Sean Bridgers como o raptor e pai de Jack.

NOTA: 7/10